Carta à sociedade

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), está completando quatro anos. A Fundação Renova expressa, neste momento, sua solidariedade às pessoas e comunidades atingidas e reafirma seu compromisso com a reparação integral dos danos provocados pela tragédia, de Mariana (MG) à foz do rio Doce. Sabemos que muitas perdas são irreparáveis. Lamentamos e acreditamos que, com a participação de todos, trabalhamos para que a reparação e a compensação sejam concretizadas.

Para estabelecer as diretrizes da reparação, a Fundação Renova é regida por um modelo de governança participativo que envolve mais de 70 organizações. Além disso, a mobilização para a reparação envolve hoje cerca de 7 mil pessoas e dezenas de ONGs, instituições e universidades que buscam, todos os dias, as melhores soluções para os complexos problemas existentes.

E os resultados estão surgindo. No reassentamento, as primeiras casas de Bento Rodrigues começaram a ser erguidas em julho. Paralelamente, as obras de infraestrutura avançam em Paracatu de Baixo e, em Gesteira, o terreno foi comprado.

No campo socioambiental, a condição da água do rio Doce voltou ao nível de antes do rompimento e pode ser consumida depois de passar por tratamentos convencionais. Órgãos públicos, como o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), do Governo de Minas Gerais, e o Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental (Sanear), do Governo do Espírito Santo, atestam a melhoria. Mais de 6 milhões de dados coletados no monitoramento do rio estão disponíveis para consulta e pesquisas.

Convênios com pesquisadores, universidades e ONGs fazem um amplo monitoramento da biodiversidade em toda a bacia. Atualmente, 680 produtores rurais estão engajados na restauração florestal e recuperação de nascentes.

O pagamento total de indenizações e auxílios financeiros, ao longo de toda a bacia, atingiu R$ 1,8 bilhão em agosto, alcançando cerca de 320 mil pessoas. A previsão é que encerre o ano na casa dos R$ 2 bilhões. As ações de reparação e compensação executadas pela Fundação Renova movimentaram, até agora, cerca de R$ 6,7 bilhões.

Há muito trabalho sendo feito e muito a fazer. Reafirmamos nossa convicção de que o melhor caminho é o do diálogo, da mediação e da negociação. É um caminho novo para muitos e que, pelas dificuldades, tem exigido correções ou soluções inéditas criadas em conjunto. Mas acreditamos que é desta forma que uma nova realidade para a Bacia do Rio Doce deve ser construída: com a participação de todos.

Sigamos juntos.

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