Abracal defende plano nacional de correção de solo para ampliar produtividade

O aumento da produtividade agrícola no Brasil passa obrigatoriamente por um plano nacional de correção da acidez do solo. A aplicação de calcário ajudaria as áreas de cultivo no país a ampliar os resultados, tanto para o abastecimento interno como para exportação.

O alerta é do presidente da Associação Brasil eira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), Oscar Alberto Raabe. Segundo ele, o país consome 30 milhões de toneladas do produto, quando o ideal seria no mínimo o dobro.

Oscar Alberto Raabe acredita que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, tenha intenção de adotar práticas que tornem o país um celeiro mundial. Para esse objetivo ser alcançado, alavancando, por exemplo, a cultura de grãos, o agricultor precisa receber a terra já com a acidez corrigida.

Segundo Raabe, países do mundo que sofrem com a acidez elevada de suas terras corrigiram esse problema na primeira etapa, e depois, com o solo já sem a acidez, viram a produtividade crescer. Grande parte da área plantada nacional é em terrenos com acidez elevada.

O incremento envolveria outras tecnologias, como o uso do adubo e da irrigação. Porém, sem a calagem – como é conhecido o processo de correção da acidez do solo -, os resultados seriam menores, avalia o dirigente.

Para Raabe, a hora certa para adoção de um plano nacional de correção do solo é agora, quando a economia sinaliza retomada.

Assista ao vídeo com a fala do presidente da Abracal

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