Agricultores conhecem produção sustentável no Legado Verdes do Cerrado

Plantio de soja com insumos orgânicos reduz em até 70% a utilização de produtos químicos na reserva

Como plantar soja de forma mais sustentável e garantir uma produção saudável, tanto para o consumidor quanto para quem produz, por meio de insumos orgânicos que não prejudicam o solo e o meio ambiente? O 1º Dia de Campo, promovido pelo Legado Verdes do Cerrado, respondeu à pergunta para produtores rurais de Goiás. O encontro, realizado dia 12 de março, trocou experiências entre profissionais do campo e técnicos do Reserva que atuam com plantio e manejo do solo.

Participaram do Dia de Campo 40 produtores de Niquelândia, Formosa, Padre Bernardo e Uruaçu. Eles conheceram o Núcleo Engenho, localizado a 20 quilômetros de Niquelândia, onde o Legado iniciou, em novembro de 2018, um experimento de plantio de soja com insumos orgânicos, em uma área de 100 hectares. O objetivo era reduzir a adubação com produtos químicos em até 70%. Com os bons resultados proporcionados pelo teste – colheita prevista para o final de março -, a adubação orgânica deverá ser expandida para toda a área de cultivo de soja, que atualmente é de 1.700 hectares, na próxima safra.

“Utilizando-se da adubação orgânica, é possível fornecem um grão de boa qualidade ao consumidor, que adquire alimento produzido de forma ambientalmente sustentável e rico em nutrientes. O experimento realizado no Legado Verdes do Cerrado demonstra que é possível mudar para melhor o modo de plantar. E, por isso, resolvemos compartilhar este conhecimento com os produtores que têm interesse em transformar suas lavouras” afirmou o gerente do Legado, Reginaldo Gratão.

André Strack é engenheiro agrônomo de uma empresa goiana que fornece soluções agrícolas. Ele desenvolveu a metodologia de aplicação de abubação organomineral que utiliza o mínimo de produtos químicos na composição usada na lavoura. Segundo André, os ganhos são consideráveis. Além de reduzir os impactos ambientais e melhorar a produtividade, é possível obter uma redução de até 20% no custo com insumos. “Convidamos os maiores produtores de soja do Estado para mostrar essa metodologia e as vantagens de aplicá-la em suas propriedades. Assim como o Legado Verdes do Cerrado, esses produtores podem crescer ainda mais, tornando-se grandes players de soja, com possibilidade de obter, inclusive, certificações internacionais que abre portas para a exportação”, ressaltou Strack.

Arrendamento de Reserva Legal – Além de conhecer o experimento no plantio de soja, os produtores que visitaram o Legado Verdes do Cerrado receberam informações sobre outras iniciativas promovidas pela Reserva, como projetos de ecoturismo e pesquisas científicas. Também foi apresentada no Dia de Campo, a proposta de arrendamento de Reserva Legal, uma alternativa para regularizar propriedades no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). A oferta de áreas do Legado para arrendamento está aberta a produtores e proprietários rurais de qualquer região do País e do mundo.

Para as propriedades rurais que não atendem ao critério jurídico de Reserva Legal, é possível compensar a área em outro território, no mesmo bioma. A Reserva Legal é uma área que deve corresponder a, no mínimo, 20% de uma propriedade ou posse rural, com mata nativa que auxilia a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promove a conservação da biodiversidade, bem como serve de abrigo e proteção à fauna silvestre. Proprietários rurais que não estão com o cadastro em dia no Sicar podem ter o crédito agrícola negado. A situação irregular pode impactar também nos negócios, uma vez que os mercados compradores de produtos do agronegócio estarão cada vez mais exigentes ao cumprimento integral da legislação ambiental brasileira.

Sobre o Legado Verdes do Cerrado

O Legado Verdes do Cerrado é uma Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável que possui a maior área de cerrado conservado do Brasil. Com 32 mil hectares, está localizado em Niquelândia, no estado de Goiás, sendo de propriedade da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e administrada pela Reservas Votorantim, gestora de ativos ambientais da Votorantim S.A. Da área total, 27 mil hectares possuem cerrado em estágio avançado de conservação.

Próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a área é composta por dois núcleos. No Núcleo Engenho, onde está a sede do Legado Verdes do Cerrado, nascem três rios (Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água de abastecimento público de Niquelândia). Nele, em 23 mil hectares, são realizadas atividades relacionadas à nova economia, que contribuem para o desenvolvimento social e econômico da região e para a criação de novas cadeias produtivas locais. Na área também acontecem pesquisas científicas da flora e fauna do cerrado, existe o viveiro de mudas nativas e são realizadas atividades de educação ambiental e ecoturismo. Nos outros 5 mil hectares acontecem atividades da economia tradicional, como pecuária, produção de soja e silvicultura. O núcleo Santo Antônio Serra Negra, com 5 mil hectares, está localizado nas proximidades do Lago da Serra da Mesa, com vegetação nativa intocada.

Sobre a CBA

Fundada em 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) é a mais tradicional e a primeira indústria nacional fabricante de alumínio do País. A Companhia, pertencente ao portfólio de negócios da Votorantim S.A, é também a única da América Latina a atuar com operação totalmente integrada, realizando desde o processamento de bauxita até a produção de alumínio primário (lingotes, tarugos, vergalhões e placas) e de transformados (chapas, bobinas, folhas e perfis). Com sede localizada na cidade de Alumínio (SP), onde ocupa 700 mil m² de área construída, a CBA também possui três plantas de mineração de bauxita, instaladas nos municípios de Miraí, Itamarati de Minas e Poços de Caldas, em Minas Gerais, além de uma empresa de reciclagem de alumínio, na cidade de Araçariguama (SP). A atuação da CBA está voltada, principalmente, para prover soluções e serviços para a indústria brasileira com foco nos setores de embalagens e transportes; bem como para os mercados de bens de consumo, energia e construção civil através de parceiros estratégicos. Com a reestruturação organizacional realizada em julho de 2016, a gestão das operações do Níquel passou a ser responsabilidade da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

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