Cobalto é a nova “febre” em todo o mundo

O metal azul prateado tem se tornado cada vez mais importante com o avanço das baterias de íon-lítio, muito utilizadas em aparelhos eletrônicos portáteis e carros elétricos

A matéria-prima fundamental para a produção de baterias dos carros elétricos, cada vez mais em alta, é o cobalto. O metal, que até pouco tempo era considerado rejeito da mineração de níquel, está cada vez mais em evidência. Dados do CRU Group apontam que a previsão do crescimento do consumo está entre 8% e 10% por ano e que existem em todo o mundo aproximadamente 300 mineradoras produzindo cobalto. Países como a Alemanha são os grandes consumidores, já que têm metas de tirar de circulação os veículos à combustão até 2030.

Marcelo Ribeiro Tunes, Diretor de Assuntos Minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), explica que várias plantas têm sido modificadas para produzirem o metal. “Um dos entraves para o aumento da produção brasileira é o alto custo da energia. No entanto, a partir da cotação de US$ 18 mil por tonelada de níquel, a produção se torna viável”, explica. Ainda de acordo com Marcelo Tunes, o consumo anual médio por pessoa é de aproximadamente 200 gramas de cobalto. Caso passe a utilizar um carro elétrico, esse montante sobe para 10 kg.

As principais reservas brasileiras estão em Niquelândia (GO), Americano do Brasil (GO), Canãa dos Carajás (PA) e São Félix do Xingu (PA). Estimativas do Instituto Brasileiro de Mineração apontam que 40% do uso são voltados para a confecção de baterias e 17% para superligas, 13% para ferramentas e 11% para catalisadores.

Produção e consumo

O maior produtor mundial é a República Democrática do Congo, com quase 50% de participação, sendo grande parte dessa produção exportada para a China, produtora líder de cobalto refinado. Em seguida estão Canadá, China, Rússia, Austrália, Zâmbia, Nova Caledônia e Marrocos.

O cobalto no Brasil é fornecido pela empresa Nexa Resources para as indústrias químicas, fabricantes de sulfatos de cobalto (fertilizantes e ração animal), secantes, octoatos de cobalto, adesivos para borracha e outros, assim como para as indústrias fabricantes de ligas especiais e superligas, produtos que serão utilizadas posteriormente na fabricação de peças e componentes, como partes de turbinas de avião.

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