Eficiência energética é desafio para a sustentabilidade das empresas do setor mineral

Protótipos implantados em duas máquinas da AngloGold Ashanti pretendem reduzir o consumo de combustível em 4%, além de diminuir a emissão de gases.

A AngloGold Ashanti se reuniu, em janeiro, com outras 21 mineradoras com operação no país para criar o Mining Hub, com o objetivo de apresentar desafios de projetos a startups. Especificamente, a AngloGold Ashanti apadrinhou a temática da Eficiência Energética, com projeto-piloto da startup Green Fuel. No início de abril, o projeto entrou na fase de implementação, em que as startups selecionadas por cada empresa do Hub começam a aplicar as soluções diretamente nas operações.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a produção mineral brasileira cresceu 550% nos dez primeiros anos do século. Ao mesmo tempo, o consumo baseado em óleo combustível para processos de mineração e pelotização caiu para menos da metade, segundo dados do Balanço Energético Nacional. Isso demonstra as oportunidades e os desafios da temática.

Para a produtora de ouro, a busca por maior eficiência energética é um dos principais desafios do Mining Hub. “O uso intensivo de tecnologia é uma atividade crescente às empresas do setor mineral. Isso faz da inovação uma ferramenta de apoio para reduzir custos, ampliar produtividade e garantir maior longevidade e segurança às operações de maneira sustentável”, explica José Gregório da Mata Filho, consultor de Metalurgia na AngloGold Ashanti.

O projeto da Green Fuel – Sistema de Otimização de Combustível e Emissão de Gases – usa célula de hidrogênio, instalada forma autônoma produzindo sobre demanda com controle eletrônica, instalada no equipamento. Nesta fase, estão sendo utilizados como protótipos uma carregadeira e um caminhão. “Esperamos obter os primeiros resultados dentro de uma a três semanas. Pelo nosso prognóstico, a redução no consumo de diesel nas máquinas será da ordem de 4%, além de diminuir a emissão de gases”, explica Roberto Sinai, diretor da startup.

Segundo Sinai, além da diminuição do custo operacional, pela redução do consumo de combustível, “como a operação da mina é subterrânea, esperamos melhoria também nas condições operacionais, pela diminuição da concentração de poluentes nos gases emitidos pelos motores no interior da mina, além da diminuição da temperatura dos gases de escape”, avalia.

Sobre o Mining Hub

O Hub da Mineração consiste em um centro de inovação para startups e reúne empreendedores, mineradoras, empresas integrantes da cadeia de fornecimento da indústria mineral, pesquisadores envolvidos em projetos acadêmicos, empresas de base tecnológica e outros relacionados ao universo da mineração. Todos ocupam o mesmo espaço físico, trabalham juntos e em sintonia.

Inédito no mundo, o hub vai incentivar o desenvolvimento de soluções tecnológicas para projetos de mineração em todo o Brasil. A expectativa é que o resultado desse esforço impulsione a competitividade das mineradoras e multiplique negócios ao longo da cadeia produtiva.

Atualmente, 21 mineradoras endossam e participam do projeto apoiado pelo Ibram, além de  fornecedores. São eles:

  • Mineradoras – Alcoa, Anglo American, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Bahia Mineração, Bemisa, CBMM, CMOC, CSN, Ferrous, Gerdau, Kinross, J. Mendes, LGA Mineração e Siderurgia, Mineração Morro Verde, Nexa Resources, RHI Magnesita, Samarco, Mineração Usiminas, Vale e Yamana Gold.
  • Fornecedores – CAccenture, Clariant, Deloitte, Haver & Boecker, IHM Stefanini, ISQ, Kluber Lubrification, Lhoist, Lots Group, Metso, Neo Ventures, Outotec, Petronas, Sascar, Sotreq, ThyssenKrupp, Tracbel e We Work Labs.

Na primeira fase do projeto, os parceiros atuantes no Hub da Mineração desenvolverem soluções nas seguintes áreas: eficiência operacional, fontes de energia renovável, gestão de água, gestão de resíduos e rejeitos, saúde e segurança ocupacional (SSO).

Sobre a AngloGold Ashanti

Uma das maiores produtoras de ouro do mundo no Brasil, a empresa possui minas e plantas metalúrgicas e de beneficiamento distribuídas nos estados de Minas Gerais e Goiás. Seus negócios englobam 13 operações em nove países, gerando mais de 60 mil empregos. A AngloGold Ashanti tem sede em Johanesburgo, na África do Sul, e suas ações são negociadas nas bolsas de Johanesburgo, Nova York, Austrália e Gana.

Com mais de 4 mil empregados diretos, as operações brasileiras respondem por 15% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração em subsolo.

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