IBRAM fala ao Estado de Minas sobre medidas da mineração para conter COVID-19 e manter produção

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Segundo reportagem publicada pelo jornal Estado de Minas em 25 de março, a pandemia de coronavírus não paralisou o setor de mineração, mas afetou a dinâmica das companhias. Para evitar aglomerações e, consequentemente, a disseminação da doença, há menos pessoas no interior das minas. Por isso, as empresas têm priorizado apenas as etapas essenciais à produção.

A cadeia produtiva é composta por processos como o transporte do minério e a remoção dos estéreis — parte extraída das jazidas que não vai ser, efetivamente, utilizada na produção. Segundo o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Flávio Penido, por não se tratar de uma etapa essencial à produção, a retirada dos estéreis pode ser postergada em dois ou três meses. “Isso está sendo feito para que menos pessoas precisem ir às minas, o que significa menos riscos, mais segurança e mais higiene”, explica.

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Diretor-presidente do IBRAM, Flávio Penido – crédito: divulgação

Com atuação em diferentes áreas do estado, Anglo American, ArcelorMittal, Kinross, AngloGold Ashanti, Usiminas e Nexa alteraram os trabalhos por conta do surto da doença. Em geral, além da adoção do home office por parte dos trabalhadores dos escritórios e da redução do número de pessoas nas áreas produtivas, as empresas tomaram uma série de precauções. A capacidade dos refeitórios e dos ônibus com destino às minas foi diminuída, empregados têm a temperatura aferida e tomam distância uns dos outros. Viagens e eventos foram cancelados. Além disso, reuniões têm sido substituídas por teleconferências. A AngloGold ainda adquiriu cerca de 6.000 testes para o coronavírus.

O IBRAM tem monitorado o nível de produção mantido pelas mineradoras associadas à entidade. Contudo, ainda não é possível estimar os efeitos da pandemia no setor. O instituto pretende divulgar, em breve, levantamento sobre o número de trabalhadores afastados de suas atividades ou colocados em regime de teletrabalho.

Ajuda aos fornecedores Penido defende que as mineradoras auxiliem seus fornecedores na superação dos obstáculos impostos pela COVID-19. “Precisamos pensar em nossos parceiros, como as pequenas e médias empresas. Temos procurado antecipar ou reduzir prazos de pagamento”, comenta. A Vale anunciou, ontem, a antecipação de pagamentos aos pequenos e médios fornecedores. Devem ser gastos cerca de R$ 160 milhões.

Importância

Ainda de acordo com o diretor-presidente do IBRAM, manter parte das turbinas da mineração aquecidas é fundamental, inclusive, para ajudar o Brasil a lidar com os efeitos do coronavírus. “Há uma série de outras indústrias dependentes da mineração. O tratamento de água precisa do sulfato de alumínio, a agricultura precisa dos fertilizantes e as indústrias siderúrgicas necessitam do ferro para manter os fornos funcionando”, finaliza Flávio Penido.

Fonte: Estado de Minas

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