Indústria investe em pesquisa e recirculação da água

Medida contribui para o meio ambiente e torna o processo produtivo da Alubar mais sustentável

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Estudo recente divulgado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, intitulado Guia sobre Economia Circular de Água, tem o objetivo de replicar, junto a empresas, experiências bem-sucedidas na gestão hídrica no combate ao desperdício. Na Economia Circular, ao invés de insumos como água e resíduos recicláveis serem descartados, os mesmos são reaproveitados e reinseridos no sistema, zerando ou reduzindo a necessidade de extração de novos insumos.

Na gestão da água, a lógica se aplica quando, ao invés de descartar este líquido em condições diferentes das originais, ele é retratado e reinserido no sistema, para reduzir uma nova captação. Essa prática envolve também buscar alternativas para utilizar a água em circuitos fechados ou podendo circular em sistemas várias vezes antes de ser tratada e descartada. Por meio das boas práticas de Economia Circular da Água, as empresas tornam-se mais eficientes, reduzindo o uso da água, auxiliando na manutenção da sua disponibilidade e qualidade, reduzindo riscos como a perda de produtividade e contribui para a imagem e para as contas das empresas.

No Dia Mundial da Água, comemorado no último domingo, 22, alinhada com ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6): Água Potável e Saneamento e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 (ODS 12): Consumo e Produção Responsáveis e com os preceitos da Economia Circular da Água, a Alubar, empresa líder de mercado na América Latina que oferece soluções em cabos elétricos de alumínio e de cobre, faz uma adequada e otimizada gestão hídrica.

Uma das iniciativas que torna o processo produtivo da Alubar mais sustentável é a prática da recirculação da água utilizada nas trefiladoras, equipamentos responsáveis pela fabricação do fio de alumínio e de cobre. Nestas máquinas, a água ajuda na manutenção da temperatura ideal do óleo lubrificante no seu interior e no processo de lubrificação. Depois de passar pela trefiladora, a água é tratada e retorna ao processo. “Quando ela não atende mais aos padrões de qualidade do processo produtivo, ela segue para a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), onde é recebida, verificada e tratada cuidadosamente, observando todos os parâmetros definidos pela legislação”, relata Hélido Sena, Gerente do Controle da Qualidade e Meio Ambiente da Alubar; depois sendo direcionada à galeria da rede pluvial da Companhia Docas do Pará (CDP) de Barcarena.

Parceria

A Imerys também realiza a recirculação de água dentro da planta, mas também está contribuindo para outra forma de garantir qualidade do recurso. A mineradora, que atua com caulim no município de Barcarena, tem apoiado a pesquisa do professor doutor em Física Manoel Santos, do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Com o propósito de contribuir para melhorar a qualidade da água e consequentemente da saúde da população do município de Santarém, desde 2014 o professor pesquisa o potencial do caulim, minério beneficiado pela Imerys, como matéria-prima para a produção de zeólita, material com estrutura cristalina, capaz de reter e filtrar determinados elementos. Ela funciona como uma peneira molecular e é utilizada industrialmente na composição de detergentes com a função de remover moléculas de gordura.

A mineradora enviou amostras do minério beneficiado em sua planta de Barcarena para Santos realizar testes de sínteses de zeólitas e comparar o grau de filtragem com os já testados na UFOPA. “É uma oportunidade para cooperarmos com o desenvolvimento de pesquisas que fomentem a saúde e economia das comunidades ribeirinhas de nossa região. Enviamos amostras de caulim de nossa planta industrial para a Ufopa, para que verifiquem a utilização deste minério de melhor teor e deixamos nossas instalações industriais à disposição da pesquisa”, declara Paulo Serpa, diretor de Relações Institucionais da América do Sul da Imerys.

Santos coordena a pesquisa junto ao estudante de mestrado Ernelison Angly da Silva Santos, bolsista da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação. A proposta é desenvolver um biofiltro de baixo custo e sustentável, produzido a partir do caulim, argila popularmente conhecida no Pará como “Tabatinga”. “Optamos pelo caulim por ser muito presente em nossa região, o que facilita a implantação da tecnologia pela disponibilidade desta matéria-prima”, declara o pesquisador.

Indústria investe em pesquisa e recirculação da água
Indústria investe em pesquisa e recirculação da água – crédito: divulgação
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