Investimentos do setor mineral brasileiro são debatidos na EXPOMIN, no Chile

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Diretor-presidente do IBRAM, Flávio Penido, durante sua palestra no EXPOMIN – crédito: divulgação

 

O atual momento da mineração brasileira as perspectivas de investimentos foram debatidos durante a manhã desta quinta-feira (12/11) na EXPOMIN – Exhibición y Congreso Mundial para la Minería Latinoamericana. O evento, considerado um dos maiores encontros de mineração da América Latina e originalmente promovido em Santiago (Chile), ocorreu no formato virtual devido à pandemia do novo coronavirus.

Apesar da crise global, os números apresentados recentemente pelo setor brasileiro são expressivos. “Os dados positivos são resultado da gestão da produção pelas empresas mesmo diante da pandemia, da valorização cambial e da variação dos preços internacionais, principalmente de minério de ferro, ouro e cobre. No primeiro semestre, a balança comercial externa de produtos minerais correspondeu à metade de toda a balança comercial do Brasil. No 3º trimestre, esse dado correspondeu a 45,5% do saldo comercial do Brasil”, informou o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Flávio Penido, que apresentou palestra no evento.

Segundo ele, nos primeiros seis meses do ano, as mineradoras alcançaram faturamento de aproximadamente R$ 75 bilhões (excluindo-se petróleo e gás), sendo que no segundo trimestre o valor foi 9% maior em relação ao primeiro. “No 3º trimestre, o valor foi 29% superior ao 2º trimestre, graças à valorização cambial e também aos preços das commodities minerais, que estabeleceram o faturamento da indústria mineral em R$ 50,7 bilhões. Assim, o faturamento acumulado nos nove meses de 2020 já alcança R$ 126 bilhões”, declarou.

Nesse contexto, Flávio Penido afirmou que o IBRAM já está revendo suas previsões para o setor, que até o momento apontavam para injeção de US$ 32,5 bilhões em novos empreendimentos, na expansão de unidades produtivas existentes e também para a gestão e a segurança de estruturas de disposição de rejeitos. “Estimamos investimentos em torno de US$ 37 bilhões para o período 2020-2024”, afirmou. 

Flávio ainda explicou aos participantes da EXPOMIN a atuação do Instituto em prol dos interesses da mineração, de forma a contribuir para a efetividade do estoque regulatório, com subsídios para atualizações de leis e novas regulamentações do setor minerário brasileiro. “O IBRAM atua junto aos seus associados para estimular as práticas de sustentabilidade como único caminho a ser trilhado em direção ao futuro desta atividade”, explicou.

No Painel também estiveram em pauta os investimentos do setor mineral argentino, chileno e peruano. Participaram do encontro María Inés Mayorga, gerente da Communications Link, Emilio Toledo, diretor de Análise e Desenvolvimento de Projetos de Investimento em Mineração do Ministério de Minas da Argentina, Jorge Cantallopts, diretor de Estudos e Políticas Públicas da Comissão Chilena do Cobre e Roberto Maldonado, vice-presidente do Instituto de Engenheiros de Minas do Peru.

A edição virtual da EXPOMIN ocorre até amanhã (13/11) e tem o objetivo de  contribuir para a análise e o debate de questões estratégicas do setor e contará  ao total com 60 palestrantes, com painelistas do governo do Chile, das indústrias e empresas de tecnologia de 15 países. O IBRAM está com um estande na feira online para divulgar a EXPOSIBRAM 2020.

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