Na pandemia, mineração se aproximou mais e apoiou decisivamente as comunidades

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Desde o início da pandemia o setor de mineração foi considerado atividade essencial. Não parou suas operações e, diante do sentimento de apreensão das pessoas, a indústria da mineração manteve contato direto ainda mais próximo e solidário com as comunidades. “Em algumas regiões do Brasil, principalmente no interior, onde está concentrada a maioria das empresas de mineração, há complicações em termos de logística e infraestrutura. Não seria possível realizar apenas ações on-line, por exemplo. Por isso, os representantes das empresas têm ido aos locais para discutir adoção de medidas, principalmente, de prevenção e combate ao novo coronavírus, atuando junto às comunidades”. A afirmação foi feita pelo diretor de Relações com Associados e Municípios do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Alexandre Mello, durante webinar, nesta 3ª feira (9/6).

Doações e serviços voluntários – na pandemia a parceria solidária das mineradoras com as comunidades ficaram ainda mais evidentes.

Alexandre Mello acredita que o setor de mineração será muito importante para a retomada da economia brasileira pós-pandemia e a relação com as comunidades é essencial para alavancar o setor. “O IBRAM está focado em fomentar essa relação. Em virtude disso, nós, este ano, lançaremos o projeto ‘Diálogo Mineral’, que pretende colocar em um mesmo ambiente de discussão, a nível nacional, todos os temas e questões relativas à mineração”, afirmou.

O webinar discutiu o tema “A mineração não parou: o desafio do relacionamento comunitário em tempo de COVID-19” e também contou com a participação de Alexander Xavier, coordenador de Comunicação da Vallourec; Cláudia Diniz, diretora executiva do Mining Hub; Othon Maia, gerente sênior de Comunicação e Relações Institucionais da mineradora AngloGold Ashanti Brasil; e de Martionei Gomes, diretor da CDM, organizadora do painel on-line.

Othon Maia, da AngloGold Ashanti Brasil, reforçou que é central levar em conta a postura da empresa. “Estamos em um momento de crise e, portanto, em busca de respostas. Estamos todos nos estruturando (para enfrentar a crise), é um trabalho em construção. É necessário estreitar as relações, ouvindo os colaboradores e a comunidade. Na empresa, em momento de crise, enxergamos como fundamental importância o diálogo com a comunidade, divulgando tudo o que estamos fazendo, com campanhas voltadas para a corresponsabilidade”, afirma.

Nesse sentido, Claudia Diniz, representante do Mining Hub, acredita que a mudança nos paradigmas de interação tem muito a acrescentar, a partir das medidas de isolamento. “Toda a circunstância da doença e da perda das pessoas nos faz sentir muito e esse momento de preocupação e solidariedade com o ser humano indica que, quando tudo for superado, viveremos um ambiente mais fértil. Tivemos que nos reinventar, necessitando desenvolver mais a colaboração. Existe, daqui para frente, um novo normal”, afirmou.

Para Alexander Xavier, representante da Vallourec, a relação com as comunidades é essencial para as empresas. “Há cerca de quatro anos, mesmo antes deste cenário de crise, mantemos um comitê formado pela comunidade local, membros do poder público e a empresa, em que buscamos desenvolver o diálogo. Com o coronavírus, o que mudou foi a forma de manter esse contato. Tivemos que nos adaptar rapidamente, a partir do propósito de contribuir com o desenvolvimento local. Recolhemos impressões sobre a vivência da pandemia e em seguida buscamos entender dentro da heterogeneidade do grupo como poderíamos continuar com o nosso trabalho de maneira virtual. Foi necessário realizarmos treinamentos específicos para os usos das tecnologias no dia a dia”, contou Alexander.

Martionei Gomes, superintendente da CDM, finalizou frisando que o objetivo é fomentar as discussões e trocar experiências, reforçando a importância das interações e dos seres humanos.  “A situação veio demonstrar o quanto cada um é importante e tem o que acrescentar. Por isso, é preciso refletir sobre os desafios do relacionamento comunitário em tempo de covid-19”, afirmou.

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