Especialista aponta perda financeira para empresa que não seguir norma internacional

A medição precisa da carga do minério tem grande impacto no faturamento das mineradoras. Uma imprecisão de 0,1% na conferência do peso do produto pode representar perdas de até US$ 27 milhões anuais para as companhias de grande porte, de acordo com a engenheira master Renata Penna, da Vale, que ministrou a palestra “Quanto pode custar às mineradoras a não participação na normalização internacional”, na tarde desta terça-feira (10/09), na Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM), em Belo Horizonte.

Segundo ela, questões como qualidade, segurança e confiabilidade são fundamentais nesta interface comercial, já que as formas de medição devem apresentar o mesmo resultado em qualquer país. “Qualquer alteração técnica na norma, se tiver modificação no resultado, irá representar mudança nos contratos, e por consequência, no faturamento das empresas”, disse.

Ela explicou que é comum surgirem propostas de novas normas por empresas de várias localidades, como Austrália, Japão e Reino Unido, nos últimos anos – sempre com resultados imprecisos na medição, o que representaria perdas vultosas para as mineradoras. Outro ponto sensível neste processo é a segurança marítima, que envolve problema de manuseio nos portos (presença de água na carga) e também os movimentos cíclicos dos navios, que fazem com que as partículas passem a se comportar como uma forma liquida, o que pode causar sérios acidentes nas embarcações.

“A participação brasileira busca garantir a excelência na analise desses produtos. A participação ativa dos nossos representantes nas reuniões técnicas do ISO TC 102, que rege a padronização das medições do minério de ferro, evita grandes perdas de faturamento às mineradoras”, concluiu.

 

 

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