Hydro promove pesquisas acadêmicas para preservação da biodiversidade na mineração por meio de novo edital do BRC

Novos projetos contemplados pelo Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC) seguirão três eixos de pesquisa: efeitos estufa e emissões de carbono; monitoramento de biodiversidade; e restauração de florestas tropicais com enfase em recuperação de barragens, hidrologia local, dispersão de fauna após as atividades de mineração e aumento dos estudos com grupos da flora.

Professores e pesquisadores das áreas de Biólogia, Engenharia Florestal e Ambiental, Agronômia e Química, das instituições parceiras do Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), poderão inscrever suas propostas de pesquisas de 1º a 21 de outubro por meio do site https://www.brcbn.com/, onde poderá ser encontrado o segundo edital do Consórcio. Estabelecido em 2013, os parceiros do BRC são: a Hydro, a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Rural da Amazônia (UFRA), o Museu Paraense Emilio Goeldi e a Universidade de Oslo (UiO). O Consórcio foi renovado por mais cinco anos em 2017 e continua com o objetivo de criar programas de pesquisa que fortaleçam a preservação da biodiversidade natural das áreas de mina da Hydro.

O segundo edital contemplará propostas embasadas em três áreas temáticas: fluxos de gases de efeitos estufa e emissões de carbono; levantamento e monitoramento de biodiversidade e restauração de florestas tropicais, incluindo sua diversidade e solos. As propostas serão analisadas pelo Comitê de Avaliação Técnico e Cientifico nomeado pelo BRC e serão avaliados quanto à sua qualidade e contribuição científica aos seguintes tópicos de pesquisa: recolonização das áreas mineradas; restauração ambiental de sistemas de disposição de rejeitos; dispersão de fauna silvestre devido às atividades da mineração; novas técnicas de monitoramento da biodiversidade e efeitos da mineração nos recursos hidrológicos.

Outras instituições também podem participar, desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital. Os projetos propostos devem incluir a participação de, pelo menos, dois membros do BRC.

DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO

“Verificamos diversos benefícios com o progresso contínuo dos estudos do BRC. Por exemplo, a oportunidade para pesquisadores (brasileiros e estrangeiros) finalizarem trabalhos acadêmicos com o cenário das áreas já lavradas da Mineração Paragominas em busca do Estado da Arte da restauração ambiental e o consequente desenvolvimento de novas teses e tecnologias com aplicação prática no médio e longo prazos”, comenta Gizélia Matos, gerente de meio ambiente da Mineração Paragominas.

Ela ainda cita que, entre outros fatores, a formação de capital intelectual e conhecimento pode ser difundido a partir de produção científica de alta qualidade (artigos, papers, apresentações em congressos e teses de doutorado), que pode servir como uma referência para estudantes, acadêmicos e, até mesmo, profissionais da indústria. Os resultados destes projetos podem ser aplicados como benchmark técnico e operacional para outros segmentos industriais, que atuem fortemente em conjunturas ambientais semelhantes.

Neste momento, o BRC tem 15 projetos aprovados e em andamento, que gerou a produção de 5 dissertações de mestrado e 22 papers de pesquisas. Foram registradas descobertas de novas espécies de peixes, vespas, percevejos, fungos e líquen. Os projetos são desenvolvidos e servem de subsídio para teses e dissertações para acadêmicos do Brasil e de outros países, como a Noruega e a Estônia. Cerca de 100 profissionais estão envolvidos em todos os programas de pesquisa do Consórcio, 59 deles são estudantes do ano em curso.

O BRC já implementou diversos estudos inéditos, tais como: algas, crustáceos, solos, topsoil e fungos micorrízicos. Após o término, estes estudos terão forte aplicação na recuperação de áreas mineradas e em suas atividades complementares, tais como: produção de mudas, gestão de topsoil, gerenciamento de áreas e desenvolvimento de indicadores biológicos de monitoramento. Até o momento, já foram realizados processos de reabilitação florestal em aproximadamente 2100 hectares de áreas mineradas com o suporte dos projetos de pesquisas no aperfeiçoamento da técnicas aplicadas.

Gizélia ainda espera que os novos estudos apresentados neste segundo edital – com abordagens para sistemas de barragem e recursos hídricos – atraiam pesquisas de outros ramos da engenharia, como a sanitária e a geologia.

“O BRC pretende ter uma dinâmica de pesquisas de melhoria contínua que atenda os diversos temas inerentes à mineração e restauração ambiental. Deste modo, podemos considerar que a “primeira geração” (do primeiro edital) de projetos atingiu seu ciclo de desenvolvimento. A partir do estudos realizados, o Comitê Ciêntifico do BRC resolveu criar uma “segunda geração” (segundo edital)”, conclui Gizélia.

Sobre o BRC:

O Consórcio de Pesquisa de Biodiversidade Brasil-Noruega é formado pela Universidade de Oslo, da Noruega, e seus parceiros brasileiros Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade Federal do Pará e Universidade Federal Rural da Amazônia, além da Hydro.

O escopo do consórcio é criar um programa de pesquisa conectado às operações de mineração da Hydro. O objetivo é fortalecer a capacidade da companhia de preservar a biodiversidade natural das áreas onde a empresa lavra a bauxita. Após o estabelecimento do BRC em 2013, a parceria foi reforçada em janeiro de 2016 por meio de um novo acordo de colaboração em pesquisa entre o Conselho de Pesquisa da Noruega e o estado do Pará.

Em 2017, durante um seminário do BRC, organizado em Belém, Pará, os parceiros renovaram o acordo de colaboração do Consórcio por mais cinco anos.

 

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