Debate sobre recentes incidentes ambientais na mineração encerra Congresso Brasileiro de Geologia


Palestrantes da mesa redonda com o tema ““Geologia, Mineração e os Recentes Desastres Ambientais” – crédito: divulgação

Uma mesa redonda com o tema ““Geologia, Mineração e os Recentes Desastres Ambientais” marcou o encerramento do 49º Congresso Brasileiro de Geologia, evento realizado no Rio de Janeiro (RJ) entre os dias 20 a 24 de agosto. Além do acidente ocorrido em Mariana (MG), em novembro de 2015, foram abordados os acidentes em Santo Antônio do Grama (MG), ocorrido em março de 2018,  e em Barcarena (PA), em fevereiro de 2018.

Para o diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Rinaldo Mancin, essa foi mais uma oportunidade para se debater as lições apreendidas diante dos acidentes do passado e mostrar como a gestão de barragens de rejeitos no Brasil se aprimorou nos últimos anos. Mancin foi um dos participantes do evento.

A mesa redonda contou ainda com a participação Walter Lins Arcoverde, da diretoria de Fiscalização da Atividade Minerária da Agência Nacional de Mineração (ANM),  Andressa Lanchotti, promotora do Ministério Público de Minas Gerais, Marcelo Micherif, da Fundação Renova, e Ricardo Camargo, auditor que dá suporte ao Ministério Público Federal na avaliação e monitoramento dos programas da Renova. A mediação ficou a cargo do editor da Revista Brasil Mineral, Francisco Evando Alves.

Mais sobre o 49º Congresso Brasileiro de Geologia

De volta à cidade após 34 anos, o Congresso Brasileiro de Geologia,  em sua 49ª edição, teve como objetivo integrar academia, empresas, profissionais e também a sociedade, com o desafio de tornar as Ciências da Terra mais conhecidas e valorizadas. Com o mote conceitual “Geologia: Conhecer o Passado para Construir o Futuro”, o evento contou com 2.175 trabalhos técnicos e científicos. Especialistas brasileiros e também dos Estados Unidos, Portugal, Argentina, Austrália, Noruega e Alemanha fizeram palestras temáticas. O evento contou ainda com exposição, concurso de fotografia, lançamentos de livros, além de excursões a pontos de interesse geológico do Rio e 20 minicursos, realizados na UniRio e Uerj.

  Nesta edição, 23 empresas e instituições apresentaram novidades tecnológicas na ExpoGeo, o salão de exposições do evento. Como o sistema de visualização imersiva “MOSIS – Multioutcrop Sharing and Interpretation System”, levado pela Unisinos para demonstração, e a máquina de sublimação da Geologia BR. Os estandes da CPRM, com alguns mapas interativos, e da Petrobras, que promove ativações com participantes, também devem atrair a atenção dos visitantes.  Uma novidade nesta edição foi o aplicativo 49CBG, o que fez com que o programa final do evento fosse transferido para a tecnologia, buscando redução de papel, num compromisso da organização com as metas de sustentabilidade.

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