Multi-stakeholders debatem o papel da mineração como catalisadora do desenvolvimento regional

Promovido pelo DPI Mining, com apoio do Instituto Brasileiro de Mineração, evento reúne público diversificado com papel direto ou indireto na indústria da mineração


Workshop Multi-stakeholder – crédito: divulgação

Desenhar a mineração do futuro. Esse foi o pensamento que reuniu representantes de empresas mineradoras, de Organizações Não Governamentais (ONGs), de povos indígenas, de universidades, de igrejas e de governos para debater o desenvolvimento integrado e proativo da mineração, com objetivos econômicos, ambientais e sociais compartilhados com a sociedade.

Promovido pelo DPI Mining (Development Partner Institute), o evento foi uma iniciativa da Kellog Innovation Network (KIN), com o apoio do Nap.Mineração da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). “Com o DPI agindo como agente facilitador, as empresas puderam ampliar o debate com outros setores para buscarem juntos formas de inovar e catalisar o desenvolvimento econômico, social e regional no Brasil”, afirmou Paulo Henrique Soares, diretor de Comunicação do IBRAM.

Conduzidos pelos diretores do DPI, Wendy Tyrrell e Kulvir Singh Gill, os participantes abordaram os seguintes pilares: “Propósito Compartilhado”; “Ecossistemas de Prosperidade” e “Existência de Empresas, Comunidades e Países Competitivos”. “A oportunidade de reunir vários grupos diferentes para debater temas em comum é ação estratégica para o desenvolvimento territorial. A mineração pode ser uma catalisadora para crescimento econômico e para a melhoria da qualidade de vida de todos que moram nestas regiões”, afirmou Wendy Tyrrell, diretora-executiva do DPI.

Para o pesquisador do Nap.Mineração da USP, Helio Lazarim, o evento contou com a participação intensa dos mais de 60 atores e foi palco de reflexão e exposição de diferentes perspectivas. “O mais importante de todo o processo foi que conseguimos realizar discussões neutras. Isso é importantíssimo para que a mineração possa promover o diálogo e o relacionamento com os diversos stakeholders do setor e, assim, proporcionar as transformações necessárias à indústria”, afirmou Lazarim.

A gerente de comunicação da Anglo American, Mariana Rosa, acredita que grande diversidade de atores sociais possibilitou uma discussão produtiva. “Os diferentes pontos de vista tornaram o diálogo uma importante fonte de aprendizagem para todos nós e um exercício necessário para os avanços que a mineração precisa”, afirmou.

O promotor de Justiça de Meio Ambiente e Urbanismo de Belém, Raimundo de Jesus Coelho de Moraes concorda com a gerente da Anglo American de que o workshop promoveu discussões francas “em busca de oportunidades para a construção conjunta de soluções”. “Foi uma experiência de costura e de entendimentos sobre os conflitos e o campo dos processos de decisão sobre a atividade minerária no Brasil (e no mundo), sob os auspícios do curso de engenharia da UFMG, do NAP Mineração da USP e do IBRAM”, afirmou.

Para João Menezes Neto, da Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma, o workshop apresentou um aspecto singular e inédito. “Foram construídos diálogos consistentes sob uma visão equilibrada e de longo prazo, que permitirão a formação de legados representativos e autênticos”, afirmou.

O representante dos produtores de Óleo de Palma destacou também que o evento ressaltou para as empresas a necessidade de reposicionamento para intensificar a aplicação de um gerenciamento de riscos sociais mais efetivos e estratégicos. “O resultado é o planejamento de ações com maior foco e proatividade para diagnosticar as reais necessidades das comunidades envolvidas, a disponibilidade de crescimento de cada empresa, além das interações com os órgãos reguladores e representantes da sociedade civil, buscando sempre um ponto de convergência e equilíbrio para gerar empregos dignos e desenvolvimento econômico local”, complementou João Menezes Neto.

Já a diretora executiva da Compreender Consultoria, Mônica Maldonado, voltada para responsabilidade social, acredita que o debate “oportunizou, sobretudo, a compreensão dos problemas que caracterizam a relação entre as empresas responsáveis pela implantação e operação dos empreendimentos e as comunidades que coabitam o território e o próprio espaço”. “Entendemos que o movimento de alinhamento conceitual instalado se configura como etapa fundamental para a tomada de decisão sobre as intervenções a serem feitas, sejam elas de caráter emergencial, formativo ou emancipatório. Metas e propósitos demandam diagnóstico e, conforme minha percepção, o formato de trabalho utilizado simulou, e iniciou, um alinhamento necessário entre as diversas áreas internas da empresa. Há que se ‘arrumar’ a casa para então receber os ‘vizinhos’!”, completa.

Entre os dias 18 e 20 de setembro, em Belo Horizonte (MG), participantes de diferentes setores da sociedade puderam expor valores e expectativas para as empresas de modo a ampliar as boas iniciativas já em prática, buscar soluções para problemas atuais e discutir formas para melhorar as visões de longo prazo e as estratégias de desenvolvimento voltadas às organizações e às comunidades em regiões de mineração no Brasil.

 


Workshop Multi-stakeholder – crédito: divulgação


Workshop Multi-stakeholder – crédito: divulgação


Workshop Multi-stakeholder – crédito: divulgação

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