Setor mineral se reúne com representantes dos povos indígenas

A Indústria Mineral Brasileira  participa desde a  concepção da Iniciativa  Diálogo Empresas e Povos Indígenas que promove a aproximação de diferentes setores produtivos  e povos indígenas. Como parte desse trabalho, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) sediou o primeiro encontro entre os representantes dos povos indígenas e o setor mineral. A reunião, realizada na última semana, faz parte da 2ª fase da ação do Núcleo de Articulação Intersetorial (NAI) da Iniciativa Diálogos entre povos indígenas e setor Produtivo e reuniu, além de representantes do Instituto e de suas associadas, da ONG The Nature Conservancy (TNC) da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA) e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no Brasil cerca de 810 mil indígenas. São 305 povos, que falam 274 línguas diferentes e ocupam aproximadamente 12,5% do território nacional. 47% da população vive na região norte.

De acordo om Cláudia Salles, gerente de assuntos ambientais do IBRAM, essa é uma excelente oportunidade para que o setor produtivo e os povos indígenas tentem, em conjunto, implantar a “Proposta de Diretrizes Brasileiras de Boas Práticas Corporativas com Povos Indígenas” (link do livro). O material, lançado em 2015, traz um conjunto de metas concretas para que o relacionamento entre companhias e comunidades se desenvolva de forma positiva. A publicação também descreve o processo de elaboração dessas propostas, que incluiu os encontros, reuniões e debates intersetoriais, além de uma consulta pública aberta a toda a sociedade.

Esse foi o primeiro de uma série de encontros. “Nesse primeiro momento os indígenas se apresentaram e mostraram como estão conectados em forma de rede – a APIB – e como as informações são difundidas de forma capilarizada. O IBRAM também teve a oportunidade de detalhar os dados e números do setor, além dos processos das atividades”, pontuou Cláudia Salles.

Ela explica ainda que o objetivo é desenvolver um trabalho conjunto entre os participantes (TNC, indígenas e setor produtivo) em que sejam priorizadas as relações de diálogo. No próximo encontro serão discutidas as agendas comuns, entre elas a construção coletiva de um protocolo de consulta aos povos das atividades que tem interface com terras indígenas.

0
0