Mineração gera demanda por profissionais certificados em padronizar documentos

Entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, a Comissão Brasileira de Recursos e Reservas (CBRR) e a Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB) vão promover o curso “Guia Brasileiro de Declaração de Recursos e Reservas: Princípios e Diretrizes”, em Salvador (BA). As inscrições podem ser feitas pelo link www.adimb.org.br/cursos2019.

O programa foi criado para difundir as normas e boas práticas para a confecção das declarações públicas de recursos e reservas minerais produzidos no Brasil, para garantir materialidade, transparência e competência técnica aos documentos. “Nosso principal ativo é o profissional com qualificação relevante (PQR). O Brasil tem cerca de 300 profissionais aptos atuando em vários países, mas temos que investir na certificação técnica”, ressalta o presidente da CBRR, Marcos André Gonçalves. Em novembro, o curso será realizado no Pará.

Critérios

Para se candidatar ao processo de certificação pela CBRR, o profissional deverá comprovar 10 anos de carreira na área de mineração, cinco anos de experiência relevante no setor e outros três em atividade de responsabilidade, na qual tenha comandado um setor ou processo determinado nas diversas áreas que compõem a atividade (exploração mineral, estudo de recursos, estudo de reservas, operação de mineração, processamento mineral e geotecnia) e, ainda, diploma válido em todo território nacional.

O interessado também deverá conhecer o Código de Ética e o Guia para Declaração de Resultados da Exploração de Recursos e Reservas Minerais da Comissão. “Não podemos correr riscos e o profissional que assina será o responsável pelo documento que produziu. Nesse sentido, há punições para casos de imprecisão e erros, mas as ocorrências de omissão serão tratadas pela autoridade policial”, ressalta.

A Comissão Brasileira de Recursos e Reservas (CBRR) foi estabelecida em 2015, formada pela Aliança de três das mais importantes e representativas associações do setor mineral brasileiro: Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), Agência Brasileira de Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral – “ADIMB” e o Instituto Brasileiro de Mineração. Entre os ganhos já obtidos pelo trabalho da entidade estão a presença do Brasil entre os 14 países que compõem o Committee for Mineral Reserves International Reporting Standards (CRIRSCO) e acordos de reciprocidade com Chile, Estados Unidos e 27 países da Europa, onde as normas de padronização já estão consolidadas. A expansão desses processos para Canadá e Austrália está em processo de avaliação.

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