MRN inicia campanha prevenção e combate à malária

Projeto executado há 19 anos beneficia uma população de 3500 pessoas

Em maio, a Mineração Rio do Norte (MRN) dá início ao primeiro ciclo do projeto de Combate à Malária. A segunda etapa será realizada em outubro. Executada há 19 anos, a iniciativa compreende um raio de ação de mais de 100 km e alcança comunidades quilombolas e indígenas do Alto Trombetas, atingindo, anualmente, uma população de 3500 pessoas. O projeto é parte do Programa de Educação Socioambiental (PES), desenvolvido pela MRN em atendimento a condicionantes estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA).

A malária é uma das doenças que mais matam em todo o mundo e a sua transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, conhecido como mosquito-prego, que se infecta ao sugar o sangue de uma pessoa doente.
O controle da doença é feito a cada seis meses, considerando os períodos em que as condições climáticas favorecem reprodução do mosquito. Mediante permissão do morador, a equipe responsável pelo projeto aplica inseticida nas paredes internas das casas, do chão até o teto. Nas áreas externas, é feita aplicação do fumacê. Essas ações tem a finalidade de atingir e matar principalmente os mosquitos infectados e, assim, evitar que transmitam a doença.
O coordenador de contratos de Saúde Pública da MRN, Edmundo Barbosa explica que o sucesso da inciativa é uma responsabilidade compartilhada. “A participação da comunidade é fundamental. Os moradores precisam ficar atentos à programação da campanha para receber os agentes e, mesmo que o dono da casa não possa estar presente no momento da atividade, é preciso deixar uma pessoa autorizada a permitir a entrada da equipe de saúde. Quando uma casa não recebe a borrifação, toda a comunidade fica vulnerável”.
O projeto de Combate à Malária ainda realiza ações educativas como palestras e distribuição de folhetos com orientações sobre como evitar a propagação do mosquito e tratamento adequado. “O controle de vetor tem que ser constante para que a doença não retorne”, reforça Edmundo.
0
0