O papel fundamental das correias transportadoras na mineração

Quando falamos em mineração, uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça são as correias transportadoras. Basta observar os avanços tecnológicos nos equipamentos de mineração disponíveis hoje no mundo. Por exemplo, a Bagger 293. Maior escavadeira rotativa do mundo, de acordo com o Guinness Book, com 96 metros de altura e pesando mais de 14 mil toneladas, ela consegue extrair cerca de 240 mil metros cúbicos de material rochoso por dia. Além dela, existe, também, a Overburden Conveyor Bridge F60, uma transportadora de carvão com 502 metros de cumprimento e que pesa cerca de 13 mil toneladas, considerada uma das maiores máquinas móveis do planeta, segundo o portal de curiosidades Tecmundo.

As duas gigantes da mineração usam correias para transportar o material garimpado. Correias essas que chegam a medir quilômetros em sua soma e possuem um custo altíssimo de aquisição. Por isso, é necessário um trabalho árduo de manutenção desses equipamentos, como limpeza, lubrificação e alinhamento constantes, para que a vida útil seja mantida da melhor forma possível.

Mas, devido ao esforço, pressão e outras condições que o ambiente hostil da mineração apresenta, é comum esteiras de transporte apresentarem problemas de desgaste, como rachaduras, buracos e até mesmo rompimento total em sua extensão. Por isso, empresas especializadas estão a cada dia aperfeiçoando produtos e serviços para emendas e reparos, cada vez mais resistentes, para suprir essa demanda.

Existem dois tipos de reparos hoje no mercado: os denominados reparos a frio e a quente, como explica o técnico da Linha Industrial da Vulcaflex. “As emendas e reparos vulcanizados a quente são realizados com materiais e processos similares aos da fabricação da correia transportadora. Já os reparos e emendas a frio utilizam técnicas específicas e cimentos vulcanizantes, à base de borracha neoprene, para adesivação industrial de alto desempenho”.

O especialista técnico da Vulcaflex informa que a empresa trabalha com produtos e serviços para reparos à frio, inclusive oferecendo opções que não levam solventes clorados em sua composição, caso do cimento RSX 2300, exigência do setor de segurança do trabalho e meio ambiente de algumas empresa e, também, produtos e serviços para reparos à quente, que é a Linha Hotline. Todos, produtos com formulação específica para o reparo em correias transportadoras.

“Os produtos da Linha Hotline foram desenvolvidos especialmente para emendas e reparos em correias transportadoras com carcaça têxtil e cabo de aço, com coberturas de borracha sujeitas principalmente à abrasão, mas, também, para correias com coberturas sujeitas a médias e altas temperaturas, no transporte de minérios e materiais”.

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