Paixão de pai para filho

Conheça a história de Mauro e Maurício técnicos de controle em processo da Mineração Paragominas

Quando Mauro Neri, 51 anos, começou a trabalhar com mineração, o filho Maurício Nery tinha apenas 14 anos de idade, mas já prestava atenção na rotina do pai. Uniforme, responsabilidades e conversas sobre o trabalho e segurança em casa. Aquele universo de extração de bauxita, processos, controles e pertencimento a uma comunidade de experientes mineradores entranhou no garoto e as recomendações paternas foram decisivas para o futuro. Hoje, são colegas de trabalho na mesma empresa, a Mineração Paragominas S.A., e nutrem um pelo outro muito orgulho, além de manter uma incessante de troca de conhecimentos sobre a função.

“Tenho muito orgulho do meu pai. Ele me proporcionou qualidade de vida, conhecimento, educação e me influenciou na profissão que eu escolhi para seguir”, comenta Maurício, hoje com 26 anos. Ele entrou no setor trabalhando como operador para empresas terceirizadas da Mineração Paragominas e hoje é técnico de Controle em Processo 1 na usina que processa o minério extraído nas áreas de mina.

O ingresso de Maurício na profissão ocorreu com o mesmo curso que o pai Mauro havia feito: mecânica industrial, mas Maurício foi além e se graduou no curso superior profissionalizante de Gestão em Produção Industrial e, atualmente, estuda Engenharia de Produção Industrial, o que abre um amplo campo para crescer profissionalmente na área em que atua. “Meu pai me ensinou muito. Fiz os cursos e sabia a teoria, mas ele vivia a prática do trabalho na empresa, sabia muito e me repassou muita coisa.” Hoje, o jovem técnico retribui: “o que eu aprendo de novidade repasso pra ele também”.

Mauro, que é técnico de Controle de Processo 2 com atuação no mineroduto da Mineração Paragominas, recorda que levava o filho nas programações e interações sociais das empresas em que trabalhou ao longo da carreira. “Acho que ele foi pegando gosto”, brinca. “Tenho muito orgulho. Sinto que faço parte do que ele escolheu. Orientei sobre a profissão e o trabalho em si. Abri os olhos dele para as oportunidades que aparecem. Ele está bem encaminhado e muito bem profissionalmente”, comenta.

A mina e o mineroduto separam os dois operários da mesma família dentro da empresa, mas não é raro o encontro de pai e filho durante a função. “A gente sempre conversa sobre o trabalho”, conta Maurício. As tarefas para manter a qualidade técnica do trabalho em alto nível reúnem pai e filho. Depois do expediente, o bate-papo se prolonga, mas é hora de deixar as questões profissionais de lado. Maurício volta a ser apenas o filho de Mauro e Mauro, somente o pai de Maurício e avô de dois meninos de 2 e 4 anos, vizinhos no bairro Uraim 2, em Paragominas.

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