Para mineradoras, Mining Hub é instrumento para a mineração despertar mais confiança e se aproximar da sociedade

No dia em que dez startups apresentaram os resultados do trabalho desenvolvido no ambiente de inovação do Mining Hub, ao longo de cerca de quatro meses, executivos das mineradoras presentes ao evento consideraram que a iniciativa do Hub representa um importante instrumento para a indústria da mineração despertar mais confiança na sociedade e se aproximar das comunidades.

“O maior sucesso é ter a comunidade vendo as inovações aplicadas, na prática, na mineração e poder avaliar quantas contribuições podemos apresentar, porque, antes, era (como se houvesse) uma ‘porteira fechada’, um condomínio que ninguém tinha acesso (às mineradoras). Com o Mining Hub, conseguimos interagir com a sociedade, com a nova geração, os millennials (os nascidos após o início da década de 1980 até ao final da década de 1990); atrair, de novo, os talentos para mineração, que estávamos perdendo por manter um distanciamento da sociedade. O Mining Hub apresenta um potencial muito grande para mudarmos este jogo, evoluirmos e nos tornarmos mais transparentes e mais próximos das comunidades”, opinou Jayme Nicolato Correa, CEO da mineradora Ferrous.

A mineradora é uma das idealizadoras do Hub. Ela foi mineradora-madrinha da startup Indwise, que desenvolveu ecossistemas de internet das coisas (IoT) para monitorar o uso de água no processamento minerário.

Outra mineradora de expressão internacional, a AngloGold Ashanti, considera a participação no Mining Hub essencial para o desenvolvimento setorial. Segundo Camilo de Lelis Farace, vice-presidente da companhia, o Hub promove a união entre as mineradoras e seus desafios para obterem ganhos de eficiência, segurança e competitividade e as empresas capacitadas a solucionar esses desafios.

Camilo Farace é um dos integrantes do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), e o Instituto é um dos apoiadores do Mining Hub. “Com este projeto, o IBRAM cumpre seu papel, ao buscar o que o setor precisa, promover a inovação, trazer novas alternativas para fazer com que a sociedade perceba a importância da inovação com soluções inteligentes que vão permitir a exploração dos recursos minerais em uma dimensão em que todos estarão ganhando”, afirmou.

Para ele, o Hub oferece muitas oportunidades que, por sua vez, têm grande potencial de gerar benefícios ao progresso da mineração brasileira. A AngloGold Ashanti, disse, irá participar do 2º ciclo de projetos, que será iniciado em julho. “Vamos participar do 2º ciclo e espero que ainda mais mineradores apoiem o projeto. É disso que estamos precisando no setor”, disse.

A AngloGold  foi madrinha da startup Greenfuel. Ela desenvolveu tecnologia que prevê o aumento de eficiência energética de equipamentos utilizados em minas, pela instalação de gerador de hidrogênio para melhorar a queima de combustível, com ganhos de produtividade e economia de custos. Camilo Farace considerou esta solução ‘fenomenal’ porque “vem ao encontro dos ganhos de produtividade que qualquer organização anseia”.

 

 

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