Para reforçar a segurança de empregados, empresas investem em ações preventivas capazes de antecipar riscos

Um simples cartão, mas com poder de interromper uma operação que seja insegura e ofereça riscos no trabalho. Assim é o cartão “Pare”, uma ferramenta amplamente utilizada no setor industrial para assegurar a integridade e segurança de empregados nas atividades laborais. Dados da Previdência Social mostram que leves distrações ou falta de uso de equipamentos de segurança provocam em média 700 mil acidentes por ano em todo o país. Neste sábado (27), Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, os dados chamam atenção das empresas que buscam ampliar as iniciativas para garantir a segurança e bem-estar dos seus empregados.

No Pará, empresas como a Mineração Rio do Norte desenvolvem um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho que agrega políticas, programas, procedimentos, além de investimentos em tecnologia para melhoria de processos, capacitação dos empregados e trabalhos voltados para o comportamento humano com foco no aumento da cultura de segurança. Localizada em Porto Trombetas, distrito do município de Oriximiná, a MRN é a maior operação de bauxita do Brasil e a quarta maior do mundo.

Para os empregados que atuam em processos de supressão vegetal, carregamento e transporte de minério, a empresa dispõe de programas específicos para a prevenção de acidentes. Além da manutenção de instrutores nos turnos de revezamento para assegurar a capacitação dos operadores, há controles direcionados e extensivos aos locais de carregamento, vias de circulação e manutenção preventiva dos equipamentos. A MRN mantém um robusto programa de gestão da fadiga que considera exame de polissonografia (exame que auxilia no diagnóstico de doenças do sono), avaliação das condições de moradia e descanso dos empregados, alimentação, outros aspectos identificados pela Medicina do Sono e condições do ambiente de trabalho.

Dentro das iniciativas do programa, a mineradora instalou nos equipamentos móveis um sistema detector de fadiga para se antecipar aos riscos. Quando identificado sinais de fadiga, o empregado deixa de operar o equipamento móvel, é entrevistado pelo seu líder para certificar das suas condições físicas e nível de fadiga por meio de check list (Assessment) e, dependendo do nível de fadiga, o operador é colocado numa sala de repouso por algumas horas, não volta mais a operar no turno de trabalho ou é encaminhado para avaliação médica.

“Segurança e o respeito à vida das pessoas são valores na MRN. Nesse sentido todas as ações são direcionadas para garantir a confiabilidade operacional. A empresa entende que um processo confiável permitirá o cumprimento dos seus principais indicadores. Neste sentido, as ações de segurança e saúde são parte integrante da política e dos objetivos estratégicos da empresa”, ressalta Antônio Moura, gerente de Segurança do Trabalho da MRN.

Em Barcarena e Ipixuna do Pará, a Imerys, mineradora que opera a maior planta de beneficiamento de caulim do mundo, redobra os cuidados na análise de risco das atividades. Resultado: a empresa comemora três anos sem acidentes com afastamento, com mais de 10 milhões de homens-horas trabalhadas. “Reforçamos, constantemente, junto aos nossos colaboradores os procedimentos que já fazem parte da cultura da empresa, como as análises preliminares de risco antes de qualquer atividade, avaliando sobre onde, como e de que maneira vamos realizar o trabalho com segurança”, afirma Eduardo Paiva, diretor de EHS (Segurança, Saúde e Meio Ambiente) da Imerys.

Para o diretor de Operações, Ricardo Lara, a segurança é um valor dentro da empresa, que a cada dia aprimora ferramentas e procedimentos tornando-os mais seguros as operações. “Sabemos que o sucesso de ontem não garante o de amanhã, portanto a melhoria é continua e com isso trabalhamos com mais afinco e determinação no aumento da cultura de Segurança e percepção de risco, tornando a nossa empresa cada vez mais segura”, diz.

Exemplo – A segurança também é levada a sério pelas contratadas da Imerys. O Capacete Dourado, está contribuindo para aprimorar a segurança na lavra da mina e incentivando os colaboradores a usarem as ferramentas de segurança. Idealizada pela ZJ, prestadora de serviço de terraplanagem da mineradora, a iniciativa reconhece, mensalmente, um colaborador que adota o comportamento mais seguro. “Tivemos um aumento em mais de 100% no relato sobre situações de atenção, contribuindo para uma rápida tomada de decisão na área de segurança”, comenta Wesley Lima, engenheiro de Segurança do Trabalho da ZJ.

Clique e acesse mais notícias da aba Saúde e Segurança. 

0
1