Seminário “Mineração: Financiamento e Acesso ao Mercado de Capitais”

 


As oportunidades de captação de recursos no mercado encontram-se cada vez mais diversificadas e têm sido utilizadas com ampla movimentação pelos diversos setores da economia.  Este cenário de mecanismos alternativos de financiamento como, dentre outros, a emissão de ativos em mercado de capitais, a captação de recursos via fundos privados e os contratos os tipos royalty e streaming, trata-se de um movimento global.

Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, na abertura do seminário.

No Brasil, entretanto, este movimento é ainda incipiente. Insistimos em formas tradicionais de financiamento, via bancos públicos ou captamos recursos em bolsas estrangeiras, especialmente a canadense. Por outro lado, é animador observar que um novo desenho de mudança cultural em termos de inserção da mineração no mercado financeiro nacional começa a ter suas primeiras formas traçadas, a exemplo do IPO realizado recentemente pela Aura Minerals, na B3, em oferta de R$ 790 milhões.

Diretor-presidente do IBRAM, Flávio Penido.

Este feito inédito de lançamento de ações em bolsa brasileira, por uma empresa júnior de mineração, reafirma a convicção que há oportunidades pouco exploradas pelo setor mineral para financiar o desenvolvimento e implantação de novos projetos. O momento atual, de um ambiente de juros bastante baixos, propicia a migração para investimentos em renda variável, abrindo espaço importante para diversos setores da economia.

Rogério Santana, diretor da B3.

Nesse contexto, é importante frisar que o setor mineral brasileiro vem avançando em pontos que são fundamentais para a atratividade do setor no mercado de capitais, como o Código Nacional de Recursos e Reservas e a instalação da Comissão Brasileira de Recursos e Reservas – CBRR. Outra questão importante se refere ao uso do título minerário como garantia de financiamento, cujas discussões têm avançado no âmbito do governo, com a participação de diversos atores envolvidos.

Secretária Executiva do MME, Marisete Dadald Pereira.

Não se pode deixar de mencionar, também, no que tange à captação de recursos no mercado financeiro, que é notável a tendência dos investidores de optarem pelos chamados “projetos verdes”, a exemplo do crescimento dos green bonds, títulos cujos recursos se destinam ao financiamento de projetos com impacto ambiental positivo, bem como dos fundos ESG.  Assim, a inserção da mineração nesse novo mercado poderá ampliar de modo substancial o seu desenvolvimento, e em linhas bastante firmes quanto aos compromissos com a sustentabilidade, a responsabilidade socioambiental, a ética e a transparência no setor, apelos e exigências ínsitas das operações de mercado de capitais.

Guillaume Légaré, Head South America, Toronto Stock Exchange

Nesse contexto, o seminário “Mineração: Financiamento e Acesso ao Mercado de Capitais”, realizado pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral-SGM, do MME, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM, reforçou esta importante agenda e estreita o relacionamento entre o setor mineral e o mercado de capitais, visando, especialmente, à ampliação das oportunidades de financiamento e atração de novos investimentos.

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Chris Mayo (London Stock Exchange Group).
Rinaldo Mancin, diretor de Relações Institucionais do IBRAM.
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