Anglo American vê mineração com foco em tecnologia e sustentabilidade

EXPOSIBRAM

Pensar nas perspectivas da mineração no futuro é trilhar um caminho de soluções sustentáveis. Essa é a visão de Raphael Miranda, gerente de Estratégia Inovação de Negócios da Anglo American, uma das patrocinadoras da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM.

“O Brasil é um campo riquíssimo em recursos naturais, mas precisamos, tanto aqui, como em outros países, trabalhar juntos e próximos da sociedade. Afinal, temos uma demanda de produção cada vez maior para, então, aperfeiçoarmos os programas de pesquisas e de relacionamento com pessoas e comunidades, além de acompanhar o desenvolvimento global, de forma a melhorar a vida das pessoas”, disse.

Ele afirmou que em sua empresa a inovação está diretamente focada na busca de melhores práticas, pesquisas e trabalhos para desenvolver formas cada vez mais seguras, eficazes e sustentáveis de minerar, aumentando o investimento na automação das operações para resguardar os empregados à grande exposição de riscos e em processos de agir com sustentabilidade.

“Temos projetos para diminuir os rejeitos e aproveitar melhor os recursos que trabalhamos. Nossos quatro pilares de atuação são: Mina Concentrada, Mina sem Água, Mina Moderna e Mina Inteligente. Projetos que estão se estruturando a partir de equipes distribuídas em todo o mundo, especialistas trabalhando em pesquisas e testes de novas tecnologias, a forma de aplica-las de modo transversal. Nosso objetivo é beneficiar várias unidades de negócios ao redor do mundo. O foco de todas essas atividades é aumentar a eficiência operacional, redução da geração de resíduos e no consumo de água nova, além do processo e mitigação dos impactos social e ambiental da atividade mineradora”, enumerou.

Tanto a Anglo American quanto as demais empresas do segmento estão tendo que se adequar aos atuais desafios da mineração, incluindo segurança, produtividade, energia e recursos naturais, como a água. “Ao focarmos na melhoria de vida das pessoas, nossa empresa tem trabalhado continuamente com a redefinição, reinvenção, pensando em métodos diferentes de ‘fazer’ a mineração. O mundo tem mudado, as pressões são maiores, de todos os lados, e precisamos nos relacionar cada vez melhor com as comunidades em que estamos inseridos. Assim, crescemos juntos e de forma sustentável”, ressaltou Miranda.

Projetos de inovação para a mineração sustentável

O projeto de Recuperação de Partícula Grossa é um método aplicável em cobre, platina, minério de ferro e carvão. Testes estão em andamento em El Soldado, no Chile (cobre), com resultados promissores. “Esta modalidade apresenta redução de consumo de energia e de água na moagem em até 30%, aumentando a capacidade produtiva, ao empilhar com um processo autodrenante o material descartado, de redução da disposição de rejeito da barragem em até 20%”, enfatizou Miranda.

Já no minério de ferro, o novo processo de flotação, segundo a Anglo American, permite a remoção de 20% a 30%, da sílica grossa antes da etapa de moagem e flotação no processo de beneficiamento do minério de ferro. “Este processo possibilita a redução do volume de rejeitos que é direcionado à barragem, resultando também em uma redução do consumo de água”, disse.

Outro projeto é o Bulk Ore Sorter – Separação e concentração de teores. “Tivemos aumento de eficiência energética e redução do consumo de água do processo. No níquel, o equipamento usa a tecnologia capaz de detectar o teor do minério ainda na mina, permitindo a separação das substâncias antes de ser enviado à planta de beneficiamento. O sistema realiza uma classificação e pré-concentração do material ainda na mina, aumentando a eficiência energética do processo e reduzindo os custos de produção e diminuição de escória”, enfatizou Miranda.

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