Contexto social deve ser visto como parte da área de operações das empresas, diz especialista

Criar consenso entre as diversas perspectivas no relacionamento entre as empresas minerárias e as comunidades inseridas no entorno das operações. Este foi o tema central do minicurso “Licença social para operar”, ministrado pela consultora Ana Lúcia Santiago, durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

A queda de confiança nas instituições e a maior demanda por informações sobre o desempenho socioambiental do negócio tornaram a gestão dos impactos socioambientais e a relação com a comunidade questões indispensáveis.

“A questão do contexto social não está separada da área de operações. É preciso trabalhar a segurança e a confiança do coletivo não só do portão para dentro da empresa, mas também para fora. Você pode estar atendendo a todos os parâmetros da legislação, mas se um grupo mora nas proximidades e se incomoda com a poeira e com o barulho, é preciso realizar o que se chama de ‘escuta qualificada’ com a comunidade”, explica.

O minicurso desenvolveu também ferramentas e métricas para que seja possível mensurar o grau de confiança na empresa. E buscou avaliar também o impacto social, ou seja, a forma como este impacto é sentido nas comunidades.

A medição desse impacto social também é medido pelos benefícios implementados, como a melhoria das estradas e a implantação de uma escola no entorno do empreendimento. “Esse padrão de qualidade implantado nas operações precisa ser transmitido para as pessoas”, concluiu a professora.

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