Largo vai investir R$ 10 milhões em planta de processamento de vanádio na Bahia

O Conselho de Administração da Largo Resources aprovou a construção de uma planta para processar trióxido de vanádio (V2O3) em sua mina Maracás Menchen, na Bahia. O início da obra, segundo a empresa canadense, será no primeiro trimestre de 2021, com o ramp-up e o comissionamento previstos para ocorrerem no terceiro trimestre do mesmo ano.

Por meio de comunicado, a companhia informou que o investimento previsto na estrutura é de aproximadamente US$ 10 milhões a US$ 11 milhões.

No documento, a Largo afirma que o objetivo da construção da planta é ” aumentar as vendas no mercado aeroespacial de alta pureza, na indústria química e no eletrólito de vanádio para baterias de fluxo”.

“Estou muito orgulhoso. Além de aprovar a planta de conversão de ferrovanádio, o Conselho de Administração também aprovou a construção de uma planta de processamento de V2O3. A empresa espera aumentar seu prêmio, gerando vendas de alta pureza no mercado de ligas de vanádio-titânio-alumínio”, salientou o presidente e diretor-executivo da Largo, Paulo Misk.

Ele se referiu à decisão do conselho da empresa que, em janeiro passado, já havia aprovado a construção de uma planta de conversão de ferrovanádio em Maracás Menchen. Apesar de a empresa afirmar que a construção está “sujeito à liquidez”, a previsão era de iniciar a produção na planta já no próximo ano.

A Largo informou ainda que está analisando a viabilidade econômica da extração de concentrado de ilmenita e dióxido de titânio (TiO2) de seus rejeitos não magnéticos em Maracás Menchen. A empresa afirma que “comprovou com êxito sua capacidade de produzir concentrado de ilmenita usando uma planta piloto de flotação de ilmenita”.

“Espera-se que a empresa inicie a próxima fase de testes em abril de 2020 para atualizar ainda mais seu concentrado de ilmenita em TiO2 usando uma planta piloto química adicional”, afirmou.

Recorde

Na terça-feira, a Largo relatou produção recorde em Maracás Menchen de 10.577 toneladas de pentóxido de vanádio (V2O5) em 2019. O volume representa crescimento de 8% em relação à produção do ano anterior. A companhia também informou custos operacionais de US$2,95 por libra de V2O5, redução de 12% em relação à faixa de meta para o ano e queda de 13% na comparação com o custo registrado em 2018.

No entanto, a Largo encerrou o ano com perda líquida de R$ 126,5 milhões, atribuída pela empresa à queda nos preços do vanádio e “à reavaliação de contas a receber/contas a pagar como parte de seu contrato de compra que termina em 30 de abril de 2020”.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

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