Seminário reúne especialistas para debater futuro da mineração

Vitor Penido , O prefeito de Nova Lim e ,se tornou presidente da da AMIG, Flávio Penido, diretor-presidente do IBRAM, e  Luís Márcio Vianna, relações institucionais do Sindiextra – crédito: divulgação

Especialistas de todo o Brasil se reuniram nos dias 11 e 12/2, em Belo Horizonte, na sede do Sebrae-MG, para debater os riscos e impactos da mineração em Minas Gerais. As opiniões foram uníssonas: a diversificação econômica é uma necessidade. Para achar soluções foi criado o projeto Reconversão Produtiva de Territórios Minerados. O objetivo é encontrar ações que promovam a redução da dependência econômica da atividade minerária em municípios e territórios no estado.

O projeto exposto no seminário é uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), o Sebrae-MG, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig). O IBRAM foi representado pelo presidente do Conselho Diretor, Wilson Brumer, pelo diretor-presidente, Flávio Penido e pelo diretor de Relações com Associados e Municípios do IBRAM, Alexandre Mello.

No primeiro dia do evento, Wilson Brumer abordou a questão da chamada ‘licença social’ que qualquer empreendimento produtivo precisa receber por parte das comunidades próximas. Ele reforçou que uma das ações para se obter a concordância é manter canais abertos para o diálogo franco e transparente. “A mineração tem exercitado o diálogo cada vez mais junto às comunidades, suas lideranças, as autoridades municipais e outros públicos de interesse. Queremos que todos conheçam mais sobre o setor, principalmente, os valores que defendemos e praticamos”, afirmou.

No dia 12, Flávio Penido falou que o IBRAM defende que a mineração deve ser exercida de forma sustentável e com a participação das comunidades. Ele também falou sobre a importância de os municípios onde a mineração exerce importantes contribuições para a geração de empregos e renda tomarem providências para desenvolver antecipadamente outras vocações econômicas, antes do período de exaustão das minas. “É preciso capacitar os municípios para desenvolverem atividades econômicas ao mesmo tempo em que contam com atividades de mineração e isso será feito no âmbito deste projeto”, disse

Flavio Penido considera que o projeto de Reconversão Produtiva precisa ter alguns focos. “Primeiro, temos que ter engajamento do município e permitir que ele decida sobre quais tipos de atividades serão desenvolvidas. Segundo, precisamos preparar os prefeitos para terem condições de aplicar os recursos oriundos ou não do setor de mineração para elaborar um planejamento de longo prazo. Precisamos também criar mecanismos que deem continuidade aos projetos no longo prazo, ou seja, independente de quem venha a ocupar a prefeitura futuramente. Ressalto ainda que precisamos contar com mecanismos de financiamento e não apenas com arrecadação de CFEM (compensação financeira pela extração mineral) para promover o desenvolvimento local”, disse.

O projeto Reconversão Produtiva de Territórios Minerados será implantado inicialmente em 69 municípios de Minas Gerais.

Os especialistas levantaram questões em busca de iniciativas para melhorar o ambiente de negócios em relação ao desenvolvimento econômico local. Capital empreendedor, tecido empresarial, governança para o desenvolvimento, organização produtiva e inserção competitiva são alguns dos pontos que devem fazer parte da reconversão produtiva.

Para o secretário de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas, Juliano Alves Pinto, Minas Gerais precisa promover sua diversificação econômica pensando num cenário pós mineração, com foco no futuro. “A mineração está no DNA do estado e deve ser mantida. Porém, com um olhar voltado para o futuro, para novos minerais, com preocupação com a sustentabilidade e a segurança das pessoas, uma nova mineração”, afirma.

A reconversão minerária tem impacto em cadeias produtivas e na matriz econômica do território, e pode ser promovida por meio de três alternativas: diversificação para um novo segmento econômico, encontrando uma nova especialização produtiva; diversificação fortalecendo outras vocações já existentes; e reposicionamento da atividade mineral, qualificando as cadeias produtivas.

O objetivo estratégico é unir entidades públicas, privadas, lideranças e representantes da sociedade civil para apoiar municípios e regiões que vivem da mineração, formando uma governança. Outro destaque é oferecer suporte para que as cidades criem uma agenda para os territórios e definam um caminho para a diversificação econômica. As ações propostas serão monitoradas e avaliadas em conjunto.

Com informações da Agência Minas

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