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Dia mundial dos oceanos: geologia marinha e a mineração 

07 Jun 2023

Comemorado em 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos é uma data que incentiva a sociedade a refletir sobre a importância da conservação das águas marinhas.  Foi criada durante a Rio-92, mas somente em 2008 uma Assembleia Geral da ONU decidiu que, a partir de 2009, o dia 8 de junho seria designado oficialmente como Dia Mundial dos Oceanos.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água de todo o planeta. Eles são parte essencial para promover a regulação climática do planeta, pois absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono produzido.  Além disso, aproximadamente 3 bilhões de pessoas dependem dos oceanos e mares como fonte de alimento. 

Mas não é só isso. Você sabia que também existe mineração nos oceanos? 

O fundo do mar possui ilhas, vulcões extintos e ativos, cadeias de montanhas, fossas oceânicas, planícies abissais, inúmeros minerais e, estima-se, imenso potencial mineral a ser descoberto. 

A ciência responsável pelo seu estudo é a geologia marinha ou oceanografia geológica, também conhecida como oceanografia abiótica. É responsável pelo estudo de regiões marinhas abrangendo a geologia, a morfologia de fundo, a evolução morfoestrutural das margens continentais, a distribuição sedimentar, os recursos minerais, a evolução paleogeográfica e a dinâmica costeira.

Poucas empresas e instituições de pesquisa têm as estruturas necessárias para investir em pesquisas. Os altos custos e as dificuldades de investigação geradas pela própria natureza dos oceanos são fatores que interferem diretamente nos projetos de pesquisas, que são importantes para entender o potencial mineral das áreas estudadas pela geologia marinha e produzir conhecimento acerca da formação, composição e história do fundo dos mares e oceanos. 

No Brasil, existe a Divisão de Geologia Marinha (DIGEOM) do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), que desenvolve atividades de pesquisa relacionadas aos oceanos, na Zona Costeira, na Plataforma Continental Jurídica Brasileira e em regiões oceânicas internacionais. Ela estuda as características químicas e físicas de rochas e sedimentos coletados em área oceânica; as especificidades, como idade de origem; batimetria dos oceanos; recursos minerais e ambientais marinhos; e, também, os processos de erosão costeira.

O SGB-CPRM é parceiro da Marinha do Brasil no uso de uma embarcação especialmente equipada para investigar as áreas de interesse que podem contribuir com o desenvolvimento do setor mineral brasileiro, fomentando ainda mais o desenvolvimento socioeconômico regional. 

*Com Informações do Serviço Geológico do Brasil e do Portal de Educação Ambiental

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