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Muito além do diamante: conheça alguns dos minerais mais raros do mundo

Quando pensamos em pedras preciosas, o diamante costuma ser um dos primeiros nomes que vem à cabeça. Ele é conhecido pela durabilidade e pelo alto valor comercial. Mas o que muita gente não sabe é que, apesar de caro, o diamante não é o mineral mais raro do planeta.

Existem minerais muito mais difíceis de encontrar, alguns aparecem em apenas um ou dois lugares. Por isso, podem alcançar valores ainda mais altos no mercado de colecionadores e joalherias especializadas.

Conheça alguns dos minerais mais raros já registrados:

Berilo vermelho

Também chamado de “esmeralda vermelha” ou “bixbite”, o berilo vermelho é uma das gemas mais raras do mundo.

Ele pertence à mesma família mineral da esmeralda e da água-marinha, mas é extremamente incomum. Até hoje, os principais depósitos conhecidos estão nos estados de Utah e Novo México, nos Estados Unidos.

Sua formação exige condições geológicas muito específicas, o que explica sua raridade. Exemplares lapidados de boa qualidade podem alcançar valores superiores a US$ 10 mil por quilate (quilate é a unidade usada para pesar gemas; 1 quilate equivale a 0,2 grama).

Jeremejevita

Descoberta no final do século 19 na Sibéria, a jeremejevita é um mineral raro que só ganhou destaque quando cristais transparentes, adequados para joias, foram encontrados na Namíbia.

A maioria dos cristais é pequena e opaca (sem transparência). Gemas grandes e claras são extremamente incomuns. Alguns exemplares maiores já foram registrados, mas continuam sendo raríssimos no mercado internacional.

Musgravita

A musgravita foi identificada na década de 1960 na Serra de Musgrave, na Austrália, origem do seu nome.

Ela também já foi encontrada em pequenas quantidades em Madagascar e na Groenlândia. Durante muitos anos, quase não existiam exemplares lapidados no mundo, o que a colocou entre os minerais mais raros já comercializados.

Hoje ainda é considerada uma gema extremamente incomum, com pouquíssimas peças disponíveis para colecionadores.

Diamantes vermelhos

Os diamantes podem aparecer em várias cores: amarelo, azul, verde, rosa, laranja, roxo e vermelho. Entre todos, o diamante vermelho é o mais raro.

A cor vermelha não vem de impurezas químicas, mas de alterações na estrutura interna do cristal durante sua formação.

Um dos exemplares mais conhecidos é o Moussaieff Red, com pouco mais de 5 quilates (cerca de 1 grama). Ele foi lapidado a partir de um cristal encontrado no Brasil.

Até hoje, existem pouquíssimos diamantes vermelhos naturais confirmados no mundo.

Grandidierita

Descoberta em 1902, a grandidierita é um mineral de cor azul-esverdeada encontrado principalmente em Madagascar.

Durante muito tempo, acreditava-se que quase não existiam exemplares transparentes. Nos últimos anos, novas descobertas ampliaram o número de gemas conhecidas, mas ela continua sendo rara e muito valorizada.

Poudretteite

A poudretteite foi descoberta no Canadá, em uma pedreira chamada Poudrette, na década de 1960. Inicialmente, apareceram apenas cristais muito pequenos.

Ela só foi reconhecida oficialmente como uma nova espécie mineral anos depois. Atualmente, também há registros do mineral em Myanmar (antiga Birmânia), mas exemplares de qualidade para joalheria continuam sendo raros.

Benitoíta

A benitoíta é um mineral azul que foi descoberta na Califórnia, no condado de San Benito, origem do seu nome.

Uma característica interessante é que ela apresenta fluorescência, ou seja, brilha quando exposta à luz ultravioleta.

Embora também tenha sido encontrada em outros países, exemplares de qualidade gemológica são limitados, o que mantém seu status de raridade.

O que torna um mineral raro?

Um mineral pode ser considerado raro por vários motivos:

  • ocorre em poucos lugares do planeta; 
  • se forma apenas em condições geológicas muito específicas; 
  • aparece em cristais muito pequenos; 
  • raramente é encontrado com qualidade suficiente para lapidação. 

É importante lembrar que raridade não é a mesma coisa que valor comercial fixo. O preço pode variar conforme a demanda, a qualidade da gema e o interesse de colecionadores.

Raridade vai além da joalheria

Embora muitos desses minerais sejam conhecidos como gemas, a raridade também é um tema importante na indústria e na tecnologia.

Alguns elementos químicos raros são essenciais para equipamentos eletrônicos, baterias e sistemas de energia renovável. Por isso, entender onde e como os minerais se formam é fundamental para a geologia e para o futuro da mineração.

Fonte: Pedreira Lageado

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